quarta-feira, 18 de novembro de 2015

MORTE DIGITAL

Não nunca parei para pensar na quantidade de perfis que há de usuários já falecidos nas redes sociais, muito menos o números de contas abertas que esses usuários deixam em emails, Skype e outros canais. Para isso foi criada a primeira empresa no Brasil especializado no encerramento da vida digital de pessoas que já faleceram. O neurocientista Dr. Jô Furlan, relata que  essa vida digital que fica acaba gerando desconforto e desgaste emocional a muitas famílias. Pensando nesse lado, ele acaba de lançar a primeira empresa de serviços para auxiliá-las no encerramento de contas e perfis na internet, o Morte Digital, com intuito de isentar familiares de correrem atrás dos processos de requerimento junto às empresas, sem contar que muitas consideram que estariam "matando" a pessoa novamente. É um tema delicado e um serviço inovador, pioneiro no Brasil.  Saiba como:



Startup lança primeiro serviço de morte digital do Brasil
Morte Digital surge para ajudar familiares a solicitarem a exclusão da presença digital dos entes em redes sociais, e-mails e aplicativos, além de notificar sobre ocorrido
A grande maioria das pessoas que possuem contas em redes sociais já se deparou com perfis de amigos, conhecidos ou parentes que já faleceram. O número, segundo pesquisas, chega a mais de 20 milhões de usuários mortos somente no Facebook, ainda a principal rede no mundo. Inclusive, um levantamento apontou que em 2065 haverá mais mortos que vivos na ferramenta. Lembretes de aniversários, notificações de momentos celebrados juntos e pessoas enviando mensagens cheias de sentimentos àqueles que já partiram levaram o médico, neurocientista e empresário Jô Furlan a investir num novo negócio, que visa ajudar familiares a encerrar tais perfis, além de ampliar a possibilidade de comunicar sobre o ocorrido aos seus contatos.
Lançado oficialmente pela startup WebTech Brasil nesta quinta-feira, dia 5 - não por acaso na semana de Finados -, o site Morte Digital é voltado para quem deseja pôr fim à presença digital de usuários falecidos. “Muitas vezes, é doloroso ter que topar com aquelas lembranças que saltam aos nossos olhos com frequência. Vejo casos de pessoas que já se foram e ficam online na minha lista de contatos no Skype, por exemplo. Nosso papel é, primeiramente, contribuir com a comunicação da família e amigos sobre o falecimento de alguém, compartilhando nas redes. Num segundo momento, vamos auxiliar no processo para que haja a exclusão das contas, podendo também realizar um backup das informações pessoais ali presentes”, adianta.
O tema é delicado, como o próprio criador das soluções reconhece. “Sabemos que há famílias que preferem manter tudo configurado como o falecido deixou, com receio de cometer um assassinato da vida de alguém querido, mesmo que virtualmente. Entretanto, sabemos que outras tantas preferem preservar as melhores lembranças sem que haja o desgaste emocional de ter que fazer tudo para encerrar contas ou ficar observando – ou até manipulando – perfis de seus entes. Ao contrário da morte real, a morte dogital não ocorre naturalmente”, ressalta.
Serviço complementar
Em paralelo ao Morte Digital, a empresa também lançou o site Nota de Falecimento, que permite às pessoas publicarem uma comunicação de falecimento de um parente ou amigo. Além de ser replicado nas redes sociais, fica registrado em um banco de dados público. “Por segurança, é necessário enviar cópia da certidão ou atestado de óbito. Após recebimento e validação do documento pela nossa equipe, a publicação fica liberada”, explica Furlan.
Outro ponto importante gerado com o lançamento do banco de dados é a questão de evitar fraudes. “Milhões de fraudes que ocorrem utilizam nomes e dados de pessoas falecidas. Com a possibilidade de publicar no Nota de Falecimento esse risco diminui. Pode ser uma relevante fonte de pesquisa de serviços de crédito e instituições financeiras, pública etc.”, enaltece.

Fonte
Para conhecer mais, acesse www.mortedigital.com.br e www.notadefalecimento.org.

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