terça-feira, 10 de abril de 2018

Para brasileiros, cosméticos orgânicos são melhores que os convencionais, aponta pesquisa

Saúde e Beleza: brasileiros acreditam que cosméticos orgânicos são melhores que os convencionais, aponta pesquisa

Com grande potencial de mercado, produtos com apelo natural despertam o interesse do consumidor.
Basta dar uma simples zapeada pelas propagandas de TV ou uma checada nas prateleiras dos supermercados para constatar: o apelo “natural” nunca esteve tão presente nos rótulos dos produtos. E isso se deve, principalmente, a busca crescente por um estilo de vida mais saudável. Cada vez mais preocupados com o impacto das escolhas da dieta e, até mesmo, dos cosméticos usados diariamente, os consumidores estão ávidos por soluções menos industrializadas.
Para se ter uma ideia, de acordo com o levantamento “Power Natural: vivendo intensamente, mas com saúde” realizado pelo Google, as buscas pelo termo “faz mal” e “causa câncer” cresceram, respectivamente, 51% e 35% desde 2014. E essa preocupação reflete diretamente nas tendências de consumo – de acordo com a pesquisa “A percepção dos consumidores brasileiros sobre cosméticos sustentáveis”, realizada pelo portal especializado Use Orgânico, 64% dos participantes acreditam que cosméticos orgânicos são melhores que os convencionais. O mais impressionante é que essa impressão vem, justamente, dos participantes que jamais usaram qualquer produto desse tipo.

Influência do bem

No entanto, o que pode explicar a confiança do consumidor num cosmético que ele sequer experimentou? Segundo o levantamento, que ouviu 1.517 pessoas de todas as regiões do país, 48% dos participantes se sentem mais atraídos por um determinado produto se a fórmula possuir ingredientes naturais, e 21% deles dá mais valor a itens de beleza com menos aditivos químicos. E é justamente aí que os orgânicos ganham pontos: por utilizarem matérias primas certificadas e, principalmente, serem livres de agrotóxicos e aditivos químicos. Tais produtos sobem no conceito do consumidor mesmo que ele jamais tenha utilizado quaisquer itens dessa procedência. Inclusive, para 45% deles, produtos orgânicos são a solução para uma vida mais saudável e sustentável.
Segundo José Youssef diretor comercial da Use Orgânico, essa percepção não é fruto, exclusivamente, da publicidade “No nosso levantamento identificamos dois pontos importantes, primeiro: quando se trata de cosméticos, o consumidor brasileiro leva muito em consideração a opinião de conhecidos que já tenham utilizado determinado produto e, segundo: dentre os adeptos dos cosméticos orgânicos, a principal motivação para o uso não é, necessariamente, o ativismo, mas sim a qualidade dos produtos. Quem usa orgânico, sente a diferença e, espontaneamente, recomenda para amigos e parentes que, interessados num estilo de vida mais saudável, se sentem impactados“.


Ativismo sim, mas sem abrir mão da vaidade.

E embora muitos ainda associem os “cosméticos verdes” – uma das classificações usadas para produtos naturais, orgânicos e veganos – à causas socioambientais (como a defesa dos animais, do meio ambiente e do consumo sustentável), a principal motivação para o uso de itens de higiene e beleza desse tipo é, na realidade, a vaidade.  A pesquisa identificou que o brasileiro, mesmo ativista, se preocupa com a aparência: 33% desses consumidores se consideram muito vaidosos – 1% a mais do que os “não-adeptos” dos cosméticos orgânicos. Para eles, os principais benefícios dos produtos de beleza orgânicos são, segundo a pesquisa, correr “menos riscos de irritação da pele e contaminação do organismo” e poder “aumentar a saúde do corpo por dentro e por forma, valorizando a beleza de forma saudável”.

Fama justificável?

Segundo a médica Maria Clara Couto, tais produtos propiciam, de fato, mais vantagens para o corpo e, consequentemente, para a beleza “Muito do que passamos na pele é absorvido pelo organismo e vai parar na corrente sanguínea, só esse argumento já evidencia a vantagem de um produto orgânico em comparação com um convencional, que é carregado de substâncias de alta toxicidade. Mas, entrando no mérito da beleza, os orgânicos podem ser ainda mais benéficos: como são compostos por ativos naturais superconcentrados, sua ação na pele, nos cabelos e no corpo pode ser ainda mais notável e satisfatória”.
No entanto, segundo a consultora da Use Orgânico, a maior vantagem e, possivelmente, a razão pela qual mais pessoas se interessam por esses produtos é a ausência de substâncias nocivas em suas fórmulas: “Cosméticos orgânicos são livres de derivados do petróleo, parabenos, formaldeído, corantes e aromatizantes sintéticos, conservantes artificiais, dentre outras coisas... Todas essas substâncias, largamente utilizadas pela indústria cosmética convencional, se acumulam no organismo e oferecem inúmeros riscos à saúde. Alguns desses químicos possuem, inclusive, potencial cancerígeno. Ou seja, optar pelo cosmético orgânico é deixar de expor o organismo a inúmeras substâncias tóxicas”. – afirma Couto – especialista em dermatologia.

Apelo natural: é preciso abrir o olho!

Porém, como diz o ditado, “nem tudo o que reluz é ouro”: quem deseja seguir uma vida mais saudável apostando nos cosméticos naturais deve redobrar a atenção na fórmula do produto. De acordo com José Youssef, os fabricantes estão cientes da demanda crescente por esse tipo de produto e usam o termo “natural” apenas para atrair o consumidor, sem oferecer, necessariamente, os benefícios de um produto orgânico. “Como não existe uma regulamentação específica para registro e comercialização dos cosméticos naturais no Brasil, qualquer fabricante pode usar esses termos livremente. No entanto, todo produto orgânico genuíno precisa atender uma série de normas para ser certificado como tal. E dentre os diversos requisitos estão, justamente, a procedência dos ingredientes da f&oac ute;rmula e todo seu processo de manufatura, o que garante sua qualidade”.
Segundo o especialista, a dica para não errar na escolha é “Leia sempre a lista de ingredientes para identificar quais substâncias estão presentes naquele produto, procure por certificados de agências regulamentadoras reconhecidas internacionalmente como a EcoCert (francesa), o IBD (Instituto Biodinâmico – brasileiro), e a SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira); e, claro, procure por lojas confiáveis”. – finaliza Youssef.

Fonte: Use Orgânico
Agência Carti

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